Por: Equipe InfoMoney
27/05/10 - 19h50
InfoMoney


SÃO PAULO – Se pudesse, você investiria em uma grande empresanorte-americana? É inegável que nomes como Apple, Google e Mc Donald´s são atrativos a qualquer investidor do mundo, mas obviamente existem algumas limitações. Hoje, por exemplo, paracomprar diretamente ações de empresas estrangeiras ou você tem que procurar as que oferecem ativos no mercado brasileiro ou contatar bolsas de valores no exterior.

Mas a partir de julho, instituições financeiras e fundos de investimento poderão comprar ativos de Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, BHP Billiton, Wal Mart, Exxon Mobil, Mc Donald´s e Pfizer, precificados em reais e através da BM&FBovespa, caso um novo produto criado pela bolsa de valores e o Deutsche Bank seja aprovado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Recém anunciados, os “BDRs Nível 1 não patrocinados” são uma variação dos BDRs comuns (patrocinados), já negociados na bolsa. Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) funcionam como os ADRs (American Depositary Receipts); enquanto os ADRs consistem em papéis (recibos) negociados nos Estados Unidos e lastreados em ações de empresas brasileiras, os BDRs são papéis negociados no Brasil e lastreados em ações de empresas norte-americanas.

Patrocinado e não patrocinado?
A principal diferença entre os BDRs patrocinados e os não patrocinados está na instituição depositária, ou seja, a responsável pela emissão e registro dos ativos negociados no País. Enquanto os BDRs patrocinados são emitidos pelas próprias empresas estrangeiras, os não patrocinados são emitidos por uma instituição financeira independente.

Dessa forma, os BDRs não patrocinados não têm ligação com as empresas de origem das ações, que não são obrigadas a divulgar informações ao mercado brasileiro e muito menos em língua portuguesa, como devem fazer as que emitem BDRs patrocinados. A instituição depositária divulga informações principais sobre a empresa e dá o acesso aos comunicados na língua de origem da companhia.

Outra diferença é que, em um primeiro momento, pessoas físicas não poderão adquirir diretamente os BDRs não patrocinados, como ocorre com os patrocinados.

Início
Em 2004, o Deutsche Bank procurou a BM&F Bovespa e sugeriu o novo produto. O diretor da área de custódia do banco no Brasil, Ricardo Nascimento, explicou à InfoMoney que a iniciativa se deu por conta de duas experiências semelhantes e bem sucedidas na América Latina.

Em 1998, o banco iniciou o oferecimento de ativos estrangeiros na Argentina e, em 2003, no México. Atualmente, com 217 papéis na Argentina e 533 no México, essas operações correspondem a algo entre 15% e 20% do volume negociado em bolsa no primeiro país e entre 20 e 35% no segundo, afirmou Nascimento.

“Após tudo isso, chegamos nesse momento ótimo ao Brasil. O País está em um momento ótimo para recepcionar esse novo mercado”, avaliou.

Demanda
Nascimento considera “complexa” a avaliação da demanda brasileira para esse produto. “Temos papéis de primeiríssima linha listados aqui no Brasil. Então, esses papéis que estamos trazendo vão concorrer com esses ativos. Pelo o que vimos em outros países, existe uma curva de aprendizado que demora de dois a três anos”, disse. “Então só vamos poder dizer se os BDRs foram um sucesso daqui a três anos.”

Julio Carlos Ziegelmann, diretor de renda variável da BM&F Bovespa, lembrou a permissão concedida recentemente para que fundos brasileiros invistam no exterior. “Os fundos estão se operacionalizando e se preparando para investir no exterior e esse produto facilita muito a vida deles. Eles não precisam de nenhum instrumento diferente do que têm para comprar ações aqui no Brasil.”

Nas duas últimas sessões, a BM&FBovespa realizou, em parceria com o Deutsche Bank, um evento para apresentar o produto a corretoras e gestoras de recursos. Questionados sobre a aceitação do público, tanto Nascimento quanto Ziegelmann citaram a forte participação dos presentes, com grande número de perguntas.

Não para por aí
Ziegelmann afirmou que na próxima segunda-feira (31) termina o prazo de concorrência das instituições depositárias para o segundo lançamento de um novo lote de 10 BDRs não patrocinados. No primeiro lançamento, o Deutsche Bank foi escolhido por conta de sua forte atuação na elaboração do produto, mas daqui para frente haverá sempre concorrência.

Nessa concorrência, Ziegelmann explicou que existe uma fase de pré-qualificação das instituições interessadas, de acordo com seu porte e especificações técnicas para oferecer o produto. Entre as classificadas, será escolhida a que se comprometer em oferecer o maior volume de ativos.

Só então, serão escolhidas as 10 empresas para a criação dos BDRs pela própria instituição depositária selecionada. Apesar de não interferir na formação da lista, a BM&FBovespa tem que aprovar os nomes, assim como a CVM. Os critérios, segundo Ziegelmann, são apenas dois: se a empresa tem boa liquidez no exterior e se é listada primariamente (em um primeiro momento, não serão criados recibos de recibos).

A estimativa de Ziegelmann é de que o segundo lançamento aconteça em meados de setembro e, para o final do ano, a BM&F Bovespa avalia abrir nova concorrência para um terceiro lançamento no início de 2011.




Por: Equipe InfoMoney
27/05/10 - 18h45
InfoMoney


SÃO PAULO - A Portugal Telecom estaria conversando com investidores do Oriente Médio e da Ásia com o intuito de preparar uma contraoferta à participação da Telefónica no capital da Vivo (VIVO4), diz Jose Maria Ricciardi, executivo do BES (Banco Espirito Santo), segundo maior acionista da companhia de telecomunicações portuguesa.

Em entrevista concedida à Bloomberg nesta quinta-feira (27), Ricciardi falou sobre a possibilidade de conquistar possíveis financiadores para essa estratégia arrojada. "Eu posso certamente te dizer que há pessoas interessadas no Oriente Médio e na Ásia", disse o executivo do banco português.

Nesta sessão, o presidente da empresa portuguesa, Zeinal Brava, declarou que a oferta da companhia espanhola por sua porção de ações da Vivo, no valor de € 5,7 bilhões, era "baixa e oportunista". Em meio a uma possível nova proposta, as ações da Portugal Telecom subiram mais de 8% na bolsa de Lisboa.

Ainda nesta quinta-feira, correram nos mercados os rumores de que Carlos Slim, o homem mais rico do mundo e dono da TelMex, teria enviado representantes a Lisboa para discutir um possível aumento de participação no capital da Portugal Telecom, como forma de tentar frear as tentativas da Telefónica de ampliar sua parcela no capital da Vivo. Contudo, esses boatos foram negados pelo próprio mexicano, em entrevista de seu porta-voz à Dow Jones.

Brasil: ou ficamos, ou não saímos
Em meio a toda essa briga entre portugueses e espanhois, Ricciardi tem apenas uma certeza: no final, as coisas certamente estarão diferentes do que são agora. "O status quo não é mais uma opção, tudo é possível. A única solução que eu vejo para isso é encontrar uma forma para que Portugal Telecom e Telefónica tenham importantes investimentos no Brasil que não sejam na mesma empresa", disse o executivo do BES.

Ricciardi ainda ressalta que não existe a possibilidade de saída do mercado brasileiro, deixando claro que ou a PT compra a participação da Telefónica na Vivo, ou então ela investe em outra companhia do setor aqui no Brasil. "Para nós é um driver ficar no Brasil e o preço não está em questão", concluiu.




Por: Equipe InfoMoney
27/05/10 - 22h05
InfoMoney


SÃO PAULO - As principais bolsas asiáticas iniciaram as operações de sexta-feira (28) em alta, seguindo o rali dos índices ocidentais e atingindo o maior patamar de negociação da semana.

O índice Nikkei 225 de Tóquio apresenta alta de 1,23% após os primeiros minutos de negociação. Destaque para as ações de tech e financeiras.

Paralelamente, o índice Kospi da Coreia do Sul registrou avanço de 1,1% logo após a abertura dos mercados no país. Vale lembrar que a região esteve no foco dos mercados durante a semana por contado fim do acordo de não agressão entre as duas Coreias e a troca de acusações, levando a manobras militares dos dois lados.

Por fim, a bolsa de Sydney opera com alta de 1,35% após os primeiros negócios, puxada por ações de mineradoras e de bancos.


NESTA QUARTA
Nesta quarta-feira, será divulgado o resultado primário do governo central de março, pelo
Tesouro Nacional, para o qual esperamos um superávit de R$ 11,6 bilhões. O resultado
representa uma recuperação expressiva, na margem, dado que março havia sido deficitário em
R$ 4,6 bilhões. Em abril de 2009, o superávit havia sido de R$ 10 bilhões, o que significa uma
recuperação do superávit, mas nada significativo a ponto de afirmar o cumprimento da meta global
de 2010 sem utilização dos descontos contábeis. A retomada das receitas será fator crucial a
sustentar o bom resultado do mês, em linha com os números da arrecadação federal
divulgados pela Receita Federal, que apontaram alta de 16,8% em termos reais ante abril de
2009. Projetamos, para as receitas líquidas do governo central e para as despesas totais,
respectivamente, R$ 65,4 bilhões e R$ 53,8 bilhões em abril.
Além disso, o Banco Central divulgará o balanço de crédito do sistema financeiro referente a
abril de 2010. Nossa expectativa é de que o saldo da carteira de crédito destinado às
empresas some R$ 486,24 bilhões. Tal resultado representaria estabilidade em relação a
abril de 2009, corroborando a tendência observada no primeiro trimestre deste ano. Já o
estoque da carteira de crédito às famílias deve somar R$ 494,00 bilhões em abril, correspondente
a uma elevação de 12,6% ante o mesmo mês de 2009. Isto significaria manutenção da
desaceleração nos saldos destas carteiras, movimento já verificado nos três primeiros meses do
ano, porém se mantendo ainda em ritmo forte.
No que diz respeito à taxa de inadimplência bancária, o indicador de atrasos da carteira de
pessoas jurídicas deve recuar. O porcentual dos saldos em atrasos superiores a 90 dias deve
ficar em 3,5%, ou seja, queda de 0,1 p.p. em relação a março. Para a taxa de inadimplência dos
empréstimos às famílias, por sua vez, a expectativa é de que a mesma passe de 7,0% em março
para 6,6% em abril.
Por fim, os spreads bancários ainda devem apresentar recuo. Nas operações com pessoas
jurídicas, a taxa média de spread deve ficar em 17,0% a.a. em abril. Já nas operações da carteira
de pessoas físicas, deveremos observar spread de 29,0% a.a., queda de 0,8 p.p. em relação a
março.
E ainda, o Seade/Dieese divulga a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) de abril. A taxa
de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu de 12,2% em fevereiro para 13,1% em
março, ficando 1,8 ponto porcentual abaixo do observado em março de 2009 (14,9%).
Pela agenda norte-americana , o consenso para as encomendas de bens duráveis aponta
crescimento de 1,3% em abril. Em março, este indicador da atividade industrial ficou um
pouco comprometido pela componente de transportes, que comumente confere volatilidade
ao dado cheio. No entanto, o núcleo apresentou crescimento expressivo, de 3,7%, e a abertura foi
positiva para as encomendas de bens de capital, que, se excluídos os setores de defesa e
aeronaves, marcaram a quarta alta em cinco meses.
Ainda na quarta-feira, deve ser conhecido o número referente às vendas de imóveis novos
no mês de abril. Este dado disparou na divulgação de março: avançou 26,9% na margem e
surpreendeu o consenso, que apontava elevação de 5,5%. Para abril, as expectativas são de
crescimento bem mais modesto, de 3,4% - acima da nossa expectativa de 3,0%. Com a
melhora climática e a aproximação do vencimento do programa de incentivos fiscais ao setor
imobiliário, as vendas de imóveis (existentes, novos e pendentes) ganharam fôlego e romperam
com a trajetória decepcionante que mantinham há algum tempo. No entanto, este ritmo de
expansão demasiado expressivo não deve se sustentar ao longo do ano. Espera-se que a
partir do segundo semestre o setor imobiliário passe a mostrar estabilização.

Marcello Giuntini Popoff
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Após a OCDE, organização internacional dos países desenvolvidos, revisar para cima o crescimento econômico para 2010 e 2011, os principais índices acionários europeus abrem em forte alta nesta manhã. Os movimentos mais expressivos são vistas no setor bancário e de commodities, ambos bastante prejudicados com a recente queda nos mercados. Hoje também serão divulgados importantes indicadores no mercado norte-americano mostrando o nível da recuperação da maior economia do mundo. Altas nos Pedidos de Bens Duráveis e Vendas de Imóveis Novos podem impulsionar ainda mais os mercados.


Marcello Giuntini Popoff
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Mercado hoje estava bastante volatil e mas um vez abriu com um queda elevada indo testar abaixo da casa do 58 mil ponto com mercado Europeu em forte queda por temores vindo da Ásia onde as bolsa também sofreram fortes desvalorização de -3%. Petróleo voltou a sofrer quedas acentuadas seguida pelo Euro.

União Europeia não via seu índices tão baixo desde setembro do ano passado e, ainda sem conseguir expressar plano para estabilizar mercado. Espanha dizem os analistas: está de mal a pior, e pode ser próxima ater que pedir ajuda para socorrer sua economia. Isso dizem os especialistar, vem de décadas de descaso e se agravou com crise na Grécia.

Djs no final com fechamento dos mercados Europeus teve uma reagida indo fechar gap deixado pela manha, e assim fechou em leve baixa de -0,23% com acumulado da semana -4,44% , uma variação diária de 284.45 mil pontos. Essa alta no final do pregão aliviaram a Bovespa que fechou em queda de -1,24% que durante dia chegou a bater -3%,.No entanto é uma recuperação expressiva,porém, fechando abaixo da casa do 60 mil pontos com 59129,00 e uma variação de 2035 pontos entre a máxima e mínima. Bovespa volta a fechar mais um dia abaixo do preço anterior, o que eleva risco de irmos testar casa dos 53 mil pontos para termos uma definição do mercado, no momento.


Hoje mercado estava calmo e praticamente sem muitos solavancos que pudessem alterar o cenário, mas no final Dj's acabou tendo uma queda mais acentuada fechando -1,24% na casa dos 10066.57 pontos, com uma variação de 143,74 pontos entre máxima e mínima do dia. Amanhã dependendo de como abrir mercado essa variação pode dar pontos de entrada na Bovespa.

Temos um suporte no valor de 10543,30 pontos e, 38% da Fibonacci, próximo ponto ficaria no valor de 9701,01 50%. Amanhã poderemos ir bater na casa dos 10 mil pontos onde é ponto de equilíbrio.

Bovespa acompanhou perda da Dj's no final do pregão e fechou abaixo dos 60 mil pontos com uma variação 934,47 pontos entre máxima e mínima do dia. Próximo suporte na casa dos 56676,53 onde encontra 38% da Fibonacci.

Ogxp3 hoje teve grande destaque, mas ainda não enxergo sinal claro de reversão e sim,continuidade do movimento de queda caso Europa não consiga manter o mercado calmo, já BVMF3 bateu na caso dos 11,35 fechando gap de alta, porém, não manteve fechamento superior ao 11,27 e fechando 11,00. Amanhã poderemos ter a definição clara no diário de um "OCO" clássico dessa ação.

Bom trader a todos amanhã!



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