Por: Equipe InfoMoney
27/05/10 - 18h45
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SÃO PAULO - A Portugal Telecom estaria conversando com investidores do Oriente Médio e da Ásia com o intuito de preparar uma contraoferta à participação da Telefónica no capital da Vivo (VIVO4), diz Jose Maria Ricciardi, executivo do BES (Banco Espirito Santo), segundo maior acionista da companhia de telecomunicações portuguesa.

Em entrevista concedida à Bloomberg nesta quinta-feira (27), Ricciardi falou sobre a possibilidade de conquistar possíveis financiadores para essa estratégia arrojada. "Eu posso certamente te dizer que há pessoas interessadas no Oriente Médio e na Ásia", disse o executivo do banco português.

Nesta sessão, o presidente da empresa portuguesa, Zeinal Brava, declarou que a oferta da companhia espanhola por sua porção de ações da Vivo, no valor de € 5,7 bilhões, era "baixa e oportunista". Em meio a uma possível nova proposta, as ações da Portugal Telecom subiram mais de 8% na bolsa de Lisboa.

Ainda nesta quinta-feira, correram nos mercados os rumores de que Carlos Slim, o homem mais rico do mundo e dono da TelMex, teria enviado representantes a Lisboa para discutir um possível aumento de participação no capital da Portugal Telecom, como forma de tentar frear as tentativas da Telefónica de ampliar sua parcela no capital da Vivo. Contudo, esses boatos foram negados pelo próprio mexicano, em entrevista de seu porta-voz à Dow Jones.

Brasil: ou ficamos, ou não saímos
Em meio a toda essa briga entre portugueses e espanhois, Ricciardi tem apenas uma certeza: no final, as coisas certamente estarão diferentes do que são agora. "O status quo não é mais uma opção, tudo é possível. A única solução que eu vejo para isso é encontrar uma forma para que Portugal Telecom e Telefónica tenham importantes investimentos no Brasil que não sejam na mesma empresa", disse o executivo do BES.

Ricciardi ainda ressalta que não existe a possibilidade de saída do mercado brasileiro, deixando claro que ou a PT compra a participação da Telefónica na Vivo, ou então ela investe em outra companhia do setor aqui no Brasil. "Para nós é um driver ficar no Brasil e o preço não está em questão", concluiu.


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