NESTA QUARTA
Nesta quarta-feira, será divulgado o resultado primário do governo central de março, pelo
Tesouro Nacional, para o qual esperamos um superávit de R$ 11,6 bilhões. O resultado
representa uma recuperação expressiva, na margem, dado que março havia sido deficitário em
R$ 4,6 bilhões. Em abril de 2009, o superávit havia sido de R$ 10 bilhões, o que significa uma
recuperação do superávit, mas nada significativo a ponto de afirmar o cumprimento da meta global
de 2010 sem utilização dos descontos contábeis. A retomada das receitas será fator crucial a
sustentar o bom resultado do mês, em linha com os números da arrecadação federal
divulgados pela Receita Federal, que apontaram alta de 16,8% em termos reais ante abril de
2009. Projetamos, para as receitas líquidas do governo central e para as despesas totais,
respectivamente, R$ 65,4 bilhões e R$ 53,8 bilhões em abril.
Além disso, o Banco Central divulgará o balanço de crédito do sistema financeiro referente a
abril de 2010. Nossa expectativa é de que o saldo da carteira de crédito destinado às
empresas some R$ 486,24 bilhões. Tal resultado representaria estabilidade em relação a
abril de 2009, corroborando a tendência observada no primeiro trimestre deste ano. Já o
estoque da carteira de crédito às famílias deve somar R$ 494,00 bilhões em abril, correspondente
a uma elevação de 12,6% ante o mesmo mês de 2009. Isto significaria manutenção da
desaceleração nos saldos destas carteiras, movimento já verificado nos três primeiros meses do
ano, porém se mantendo ainda em ritmo forte.
No que diz respeito à taxa de inadimplência bancária, o indicador de atrasos da carteira de
pessoas jurídicas deve recuar. O porcentual dos saldos em atrasos superiores a 90 dias deve
ficar em 3,5%, ou seja, queda de 0,1 p.p. em relação a março. Para a taxa de inadimplência dos
empréstimos às famílias, por sua vez, a expectativa é de que a mesma passe de 7,0% em março
para 6,6% em abril.
Por fim, os spreads bancários ainda devem apresentar recuo. Nas operações com pessoas
jurídicas, a taxa média de spread deve ficar em 17,0% a.a. em abril. Já nas operações da carteira
de pessoas físicas, deveremos observar spread de 29,0% a.a., queda de 0,8 p.p. em relação a
março.
E ainda, o Seade/Dieese divulga a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) de abril. A taxa
de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu de 12,2% em fevereiro para 13,1% em
março, ficando 1,8 ponto porcentual abaixo do observado em março de 2009 (14,9%).
Pela agenda norte-americana , o consenso para as encomendas de bens duráveis aponta
crescimento de 1,3% em abril. Em março, este indicador da atividade industrial ficou um
pouco comprometido pela componente de transportes, que comumente confere volatilidade
ao dado cheio. No entanto, o núcleo apresentou crescimento expressivo, de 3,7%, e a abertura foi
positiva para as encomendas de bens de capital, que, se excluídos os setores de defesa e
aeronaves, marcaram a quarta alta em cinco meses.
Ainda na quarta-feira, deve ser conhecido o número referente às vendas de imóveis novos
no mês de abril. Este dado disparou na divulgação de março: avançou 26,9% na margem e
surpreendeu o consenso, que apontava elevação de 5,5%. Para abril, as expectativas são de
crescimento bem mais modesto, de 3,4% - acima da nossa expectativa de 3,0%. Com a
melhora climática e a aproximação do vencimento do programa de incentivos fiscais ao setor
imobiliário, as vendas de imóveis (existentes, novos e pendentes) ganharam fôlego e romperam
com a trajetória decepcionante que mantinham há algum tempo. No entanto, este ritmo de
expansão demasiado expressivo não deve se sustentar ao longo do ano. Espera-se que a
partir do segundo semestre o setor imobiliário passe a mostrar estabilização.

Marcello Giuntini Popoff
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